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outubro 27, 2011

Monólogo das Mãos II






Monólogo das Mãos II

"As mãos das crianças representam a esperança de mudanças 
que tornem o mundo um oásis de paz.
Saibamos guiá-las!

Em concha tu me abrigas
e me sustém com carinho
Sou tão pequenina.Vês?!
Me reténs com suavidade
pura ternura emana de ti.
Quem sois?
Por que me proteges assim?
Perco-me nos teus limites
nas tuas linhas
Linha da Vida!
Caminharemos lado a lado!
Nem mesmo sei o teu nome
e já me cativaste, tanto...
assim percebo não estar só
Vês como sou minúscula?
Quando te fito eu me indago:
-serei um dia do teu tamanho?
Por favor não me responda
apenas me ampare pois eu temo
as sinuosas curvas do caminho
Sê pois a minha bússola
o meu roteiro, o meu guia
o meu cajado...o meu amparo!
Mas, por favor, não me ame
daquele jeito que asfixia
Sê apenas, presença amiga
Constante presença de vida!

soninha

agosto 08, 2011

Monólogo das Mãos I


MONÓLOGO DAS MÃOS I

"As mãos que esmolam são como crianças ansiosas
pelo carinho materno. Cheias de esperança"!

Estamos tão cansadas, aflitas
desejosas de voar rumo ao infinito
trazer o amor na concha,
resultado da nossa união...
Olhem para nós e vejam:
somos duas almas solitárias
Quem nos visita?!
ninguém ...
só trabalhamos...
trabalhamos...
Quem nos acaricia?
ninguém ...
só desejamos
e sonhamos...
Somos bandeiras
desfraldadas nos feriados
dias santos e comuns
Apenas mendigamos
não distribuimos o pão
Fazemos parte das fileiras
dos que caminham sozinhos
Por favor!! olhem para nós,
toquem-nos e nos aqueça
A nossa doença é carência
não é mortal, nem letal
também não contagia
Fita-nos com desconfiança
Por que?! Acaso tens medo?
Antes de nos temer
teme a tua insensibilidade
esta sim, é mortal
Chega mais perto
deixa-nos tocar as tuas;
similares a nós
que foram fadadas
a outra destinação.

soninha

julho 23, 2011

Suaves Acordes


SUAVES ACORDES

O vento escorre
pelas cordas
delicadas
das palmeiras
tange-as!
Acordes cristalinos
pelo ar...
O sol se recolhe
ao poente
silente
se põe
a escutar!
A Natureza
em festa
a nos brindar!

bjs,soninha

junho 28, 2011

Do Seio da Terra


O grito
do pai desolado
desempregado
esfaimado
que brada e
chora quando vê
a sua prole
que não come
não sorri
e não lê
Do seio da Terra
a morte
dos sem tetos
e sem sorte!

abçs

junho 16, 2011

Monólogo da Violência


Monólogo da Violência

Ah!
escura e fétida podridão
onde me enlanguesço
tingindo as minhas vísceras
no sangue que bebo dos inocentes...
negras garras que erguem a taça
borbulhante e quente
onde a vida pulsante
conturba-me e atrai...
mola mestra do ímpeto visceral
desumano e cruel !
agarro, humilho, sugo
estrangulo, decepo e sorrio...
transformando vidas
em taças de fel!

bjs,soninha